Casa São Cristóvão, 1912-2012: um século de serviços sociais em Toronto

Aumento no número de participantes e expansão do edifício

"Os príncipios dos anos 1920 foram anos difíceis para os nossos vizinhos, muitos deles chegados ao Canadá recentemente e com dificuldades em se instalarem. Os salários eram baixos. Era praticamente impossível acumular poupanças para cobrir as despesas de saúde de uma família. O desemprego afetou severamente os trabalhadores não-especializados. Não existia nenhum Departamento de Assistência Social coordenado. Nenhuma Pensão de Velhice ou apoio, ou Subsídio Familiar..." Barbara Finlayson, assistente na Casa nos anos vinte.

Para esses vizinhos, a Casa era um espaço onde podiam ir para esquecer os seus problemas. Existiam programas e atividades especializadas para todos os membros da família. Uma das participantes do Clube das Mães tinha quatro filhas, um filho, uma genra, dois genros, e dez netos e netas inscritos em vários clubes. Em 1920, haviam 871 famílias e outros 150 indivíduos envolvidos na Casa São Cristóvão - em 17 clubes semanais, 11 classes, 7 serviços dominicais e 2 clínicas. Esse ano, 350 membros frequentaram o campo de verão. Em meados dos anos 1920, por volta de 500 pessoas frequentavam a Casa todos os dias. Entre os membros encontravam-se representantes de 25 nacionalidades; mais de 40% eram Britânicos; 36% eram Judeus e 50% eram Protestante. Para acomodar este aumento de atividade, Sir James Woods comprou as duas moradias adjacentes à Casa e converteu-as em salas para os clubes, espaços para encontros, e uma biblioteca alargada. Novos quartos e salas de convívio para os trabalhadores da Casa foram também adicionados.

Construção do ginásio

Quando o filho de Sir James Woods foi morto na Primeira Grande Mundial, este construiu um ginásio na Casa São Cristóvão em sua memória. No entanto, o ginásio retirou espaço valioso ao espaço de recreio. Para efeitos da construção, Woods requesitou à cidade que fechasse a rua que passava nas traseiras. Quando as autoridades da cidade responderam que o pedido não poderia ser aceite sem a permissão do dono da casa no outro lado da rua, Woods rápidamente comprou essa moradia, obteve permissão da cidade para fechar a rua e fazer aí um espaço de recreio, e voltou a vendê-la. O ginásio foi construido e no telhado foi feito mais um espaço recreio para as crianças mais novas.

Biblioteca Pública das Crianças

Em 1921, após convite da Biblioteca Pública de Toronto, a Casa São Cristóvão abriu um ramo da Biblioteca das Crianças no seu edifício. A Biblioteca Pública ajudou a desenhar o novo espaço e treinou a equipa da Casa São Cristóvão para o administrar; a Biblioteca providenciava também um bibliotecário três vezes por semana. Seguindo este precedente, outras sucursais da Biblioteca das Crianças surgiram em outras casas de acolhimento de Toronto. As crianças vinham depois da escola para ler, ver as gravuras nos livros, ou ouvir estórias junto à lareira. Desde que abriu em 1921 até aos meados dos anos 1930, a circulação mensal de livros aumentaria de 500 para 4500. A sucursal da Biblioteca das Crianças na Casa São Cristóvão continuou a servir as crianças do bairro até 1959.

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