Casa São Cristóvão, 1912-2012: um século de serviços sociais em Toronto

A Igreja Unida do Canadá

Em 1925, os Metodistas, Congregacionistas e vários Presbeterianos juntaram-se para formar a Igreja Unida do Canadá. A partir de então, a Casa São Cristóvão ficou a coberto do Conselho das Missões das Casas da Igreja Unida. A nova Igreja era uma organização larga, com vários encargos e responsabilidades sobre os seus recursos financeiros. O financiamento que prestava foi uma fonte de irritação e desilusão para a administração da Casa. Devido à falta de financiamento, os programas da Casa São Cristóvão tinham dificuldades em se expandir e ir ao encontro das necessidades que iam aumentando. Em 1938, um comité do Conselho Diretivo concluíu que sobre a alçada da Igreja Unida, a Casa estava "esfomeada e a morrer aos bocados." Existiam também divergências acerca da intensidade religiosa. Alguns dos membros da igreja achavam que não se dava suficiente instrução religiosa na Casa e questionavam o seu financiamento como uma instituição da Igreja. A Igreja criticava principalmente Ethel Dodds Parker, Assistente-Chefe entre 1917-21, pela sua preferência por assistentes sociais com formação universitária, em prejuízo dos graduados pela Escola de Formação da Igreja Unida, e pelas suas opiniões seculares acerca do propósito cívico da Casa.

O Clube dos Homens Sir James Woods e o Grupo Auxiliar das Mulheres

Durante a Grande Depressão, muitos Canadianos viram-se confrontados com adversidades financeiras e uma crise de desemprego calamitosa. As pessoas no bairro continuavam a frequentar a Casa São Cristóvão regularmente para socializarem, entreterem-se, e para se ajudarem mútuamente durante tempos difíceis. Em 1933, uma média de 145 homens, a maior parte deles desempregados, participavam nas atividades do Clube dos Homens Sir James Woods, que se reunia ao serão durante a semana para jogar bilhar e para ouvir as palestras do próprio Woods. Um comité formado pelos clubes dos Homens e das Mulheres organizou uma série de eventos para as famílias desempregadas, bem como vários eventos de angariação de fundos para custear as despesas dos programas da Casa. Os contrangimentos financeiros da Casa durante os anos trinta "cimentaram as ligações de amizade entre os vários clubes e criaram um espírito de cooperação." Em 1936, o Grupo Auxiliar das Mulheres iniciou a sua atividade, dedicada à angariação de donativos para a Casa. Contactando grupos de mulheres em várias igrejas, as Auxiliadoras cedo angariaram dinheiro suficiente para comprar novas cortinas, mobília e equipamento de cozinha para a Casa, e em 1939 adquiriam um projetor de filmes e uma tela de projeção. O grupo viria a desintegrar-se em 1971.

A população judaica começa a diminuir

Durante os anos trinta, os membros da Casa rondavam entre os 1000 e 1500. Em 1930, mais de vinte nacionalidades estavam representadas e menos de metade dos membros eram de origem não inglesa. Os membros judeus (40% do total em 1930) foram reduzindo significativamente durante a década, à medida que as famílias judaicas iam abandonando o bairro para outros distritos da cidade.

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