Casa São Cristóvão, 1912-2012: um século de serviços sociais em Toronto

“Um acolhimento é primeiro que tudo uma casa, onde os trabalhadores comem e dormem e se encontram com os amigos e vizinhos. Não aterram na comunidade vindos de outra esfera para mudar os hábitos dos seus residentes; têm os pés assentes no terreno, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, trabalhando no coração do bairro. Daí um acolhimento não se tratar de uma agência de caridade. Não se trata de um grupo que dá e doutro grupo que recebe, mas de uma colaboração entre todos nós da melhor forma que soubermos partilhar. É uma forma de viver e partilhar a vida,” Helen Hart, primeira Diretora Executiva da Casa São Cristóvão, 1915.

Os programas oferecidos na Casa São Cristóvão refletiam dois objetivos: Cristianizar e Canadianizar. Os assistentes sociais supunham que a influência tradicional da família e da escola era enfraquecida pelas condições sociais dos bairros pobres, daí os programas serem desenhados de forma a oferecer uma boa educação num ambiente ético e espiritual, seguindo o modelo da família Anglo-Saxónica de classe média. Clubes auto-governados com enfâse em procedimentos democráticos, formavam a base da atividade, como era comum em todas as casas de acolhimento. Fazia habitualmente parte da equipa um professor de ciências domésticas que dava aulas às mulheres acerca de compras de alimentação e preparação de orçamentos domésticos, bem como aulas de costura e a culinária. Mais tarde as ciências domésticas começaram a fazer parte do currículo escolar e a Casa deixou de oferecer este serviço. A Casa também oferecia aulas de inglês, de canto, e de costura. Aulas de Bíblia e escola Dominical eram também oferecidas às crianças.

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